Hoje estou mesmo chata! Há uns anos atrás uma senhora não
dizia chata porque, como é óbvio, referia-se ao género feminino de uma praga
que grassava nos lupanares e em quem os frequentava. Hoje, com toda a higiene e
insecticidas isso foi-se e, eu posso dizer que sou chata, referindo-me,
obviamente, a que incomodo.
O tempo está uma desgraça de temporal e o temporal põe-me
capaz de grandes de pensamento. Não há nada como uma tempestade!
Pois vamos ver os mitos urbanos que por aqui andam em
campanha.
1º - A esquerda tem de ser subserviente e educadinha. Nada de
mostrar a capacidade de indignação, que isso é para a gente da direita, cheia de
massa (?), ou pertença massa, que manda, ou quer mandar em tudo e em todos.
4º- Quem é de esquerda não pode, nem que o que tem cubra
isso, tem IPhones. Tem que andar descalço.
5º- A esquerda tem de seguir um guião definido pela classe
dominante e, tudo o que fizer, tem de ser escrutinado, passível de reprovação.
6º - A classe dominante, que tem na mão o poder, deve ser
levada em ombros pelos jornalistas pagos por todos nós.(RTP com os jornalistas
malcriados)
7º - A classe jornalística, como 5º poder, acha-se no
direito de se marimbar para as leis da República, sem qualquer sanção, confessando-o
em público, o que um par de algemas era, em qualquer país democrático, o happy
end.
8º - O 4º poder, sem regulação, funciona a esmo, livre como
os passarinhos, a debicar no Orçamento do Estado e subserviente aos tabloides e
ao governo, com uma auto-regulação interna de corporativismo deixado pelo
Salazarismo.
9º - Metade do País pertence a estados estrangeiros e todos
nos mantemos numa “rave” de estrangeirismo, com muita coca snifada. ( Só pode
ser perante tanta incapacidade de luta).
10º - Os migrantes, no entender dos nossos conterrâneos, não
pode ter telemóvel, porque têm de ser desgraçadinhos, quando provêm de nações
mais evoluídas, em fuga das guerras feitas pela ganância mundial.
11º - A catequese da parola Universidade de Verão e a mesma
parola que se lhe segue do CDS, onde encomendados na primeira e um possível
arguido irrevogável na segunda, debitam o ódio catequisado das madraças.
12º - O ódio entre classes, o elitismo bacoco dos profs em
todo o lado, como se soubessem administrar o País. Nem as turmas sabem
administrar.
Mas há mais mitos urbanos. Não são os de Passos para quem
toda a gente que reclama são perigosos esquerdistas infiltrados nas
arruadas..Não são o de Passos que acha que as pessoas que não têm emprego não o
souberam manter por incompetência. Não são o de Passos que acha que o seu povo
( será seu?) é uma cambada de preguiçosos e gastadores, piegas e incapazes de
sair da sua zona de conforto. Ele saiu?
Para ele as pessoas das filas da sopa dos pobres e os
sem-abrigo, que ele fez perder as casas e o emprego, são excedentes da guerra,
a percentagem de baixas.
Mas são pessoas Sr Primeiro Ministro! O seu povo!
Helena Guimarães